Há 185 anos, Angra passou a ter Heroísmo no nome. Festas Sanjoaninas celebram-no!
“Esta atribuição deve-se ao apoio que a cidade de Angra e a população da ilha [Terceira] deu à causa liberal”, adiantou, em declarações à Lusa, Paula Ferreira, guia turística.
Foi de Angra que partiu D. Pedro IV, com o seu exército, para o desembarque no Mindelo, que permitiu aos liberais tomar a cidade do Porto.
A 12 de janeiro de 1837, a Rainha D. Maria II reconheceu o papel da população de Angra na vitória do liberalismo, na guerra civil portuguesa, atribuindo a Grã-Cruz da Torre e Espada e o título de “Sempre Constante” à cidade, por carta régia, e ordenando que se denominasse daí em diante de Angra do Heroísmo.
Angra já tinha o título de “Mui Nobre e Leal”, atribuído na sequência do apoio a D. António e às lutas contra o domínio espanhol.
A cidade foi a primeira do país a ser distinguida com a Grã-Cruz da Torre e Espada e a única durante uma monarquia.
“É uma honra muito grande. A Grã-Cruz da Torre e Espada é a mais alta condecoração que o chefe de Estado português pode atribuir a alguém”, salientou Paula Ferreira.
Segundo Paula Ferreira, é importante que a cidade valorize e dê a conhecer a sua história, que a torna única do ponto de vista turístico.
“É uma cidade lindíssima, magnífica, que tem o seu impacto pela sua imagem visual, mas toda esta envolvência que está por detrás pela parte histórica causa um deslumbramento ainda maior”, salientou.
Já no ano 2016, a autarquia optou por associar as festas Sanjoaninas a uma efeméride, recordando os 250 anos da instalação da Capitania Geral na cidade, que foi na altura capital dos Açores.
“É importante darmos a conhecer a nossa história. É claro que para a conceção dos carros e do desfile de abertura há que pesquisar, mas eu acho que é uma maneira de nos enriquecermos a todos”, frisou Raquel Ferreira, vereadora da autarquia.
Durante 10 dias, Angra do Heroísmo celebra o São João com cortejos, marchas populares, espetáculos musicais, exposições, artesanato, gastronomia, tauromaquia e atividades desportivas, entre outras.
Normalmente hotelaria já esta “praticamente esgotada” para a semana das festas.
“Estamos na época alta, mas de qualquer modo há muitas pessoas que aproveitam esta altura para visitarem a ilha”, para além dos turistas há muitos emigrantes que escolhem visitar familiares durante as festas.
O orçamento total das Sanjoaninas ronda os 600 mil euros, com uma comparticipação de 250 mil euros da autarquia.
Cortesia Sapo
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