Tenho muitas saudades da Terceira, um dia vou voltar à ilha para ficar
Osvaldo Ochôa é um desportista açoriano que vive na Tailândia há 11 anos, mas que tem o coração na sua ilha Terceira. É um atleta muito ocupado entre estágios, treinos e viagens. Na sua chegada a Banguecoque, os primeiros meses foram muito complicados e chegou a perder seis quilos na primeira semana, vivendo num meio completamente diferente, com uma língua e uma cultura novas. Treinava 6 horas diárias, comia e dormia no ginásio. A sua integração na sociedade tailandesa foi algo complicada, para além da comida ser muitíssimo picante, um calor abrasador, mosquitos… Passados estes anos considera os tailandeses humildes e simpáticos.
Correio dos Açores: - Vives em Banguecoque. É uma cidade boa para viver?
Osvaldo Ochôa : - Sim, é uma cidade boa para se viver se excluirmos a poluição e o trânsito infernal, o que é normal numa cidade com quase 9 milhões de habitantes.
Fala-nos das expectativas que tinhas antes de chegar, e o que encontraste na realidade.
A minha vinda para Banguecoque foi fortemente incentivada pelo meu saudoso e sempre recordado amigo Ramon Dekkers, que sempre que treinávamos me dizia que deveria vir para a Tailândia treinar e combater, pois era aqui que jogavam os melhores atletas do mundo.
Vim cheio de sonhos e com a expectativa de que tudo fosse muito mais fácil do que na realidade foi, quer a nível de treinos, de ambientação ao clima, aos costumes, à alimentação, às doenças tropicais, às lesões, a um pouco de tudo. Foi com muito trabalho, sacrifico, privações e muito sangue derramado que entrei nos melhores estádios tailandeses, tais como Lumpinni e Rajadamneorn.
E o que mais te marcou na Tailândia?
O que mais me marca na Tailândia são os extremos entre a pobreza e a exuberância da riqueza bem como a maneira de ser dos tailandeses.
Osvaldo Ochôa : - Sim, é uma cidade boa para se viver se excluirmos a poluição e o trânsito infernal, o que é normal numa cidade com quase 9 milhões de habitantes.
Fala-nos das expectativas que tinhas antes de chegar, e o que encontraste na realidade.
A minha vinda para Banguecoque foi fortemente incentivada pelo meu saudoso e sempre recordado amigo Ramon Dekkers, que sempre que treinávamos me dizia que deveria vir para a Tailândia treinar e combater, pois era aqui que jogavam os melhores atletas do mundo.
Vim cheio de sonhos e com a expectativa de que tudo fosse muito mais fácil do que na realidade foi, quer a nível de treinos, de ambientação ao clima, aos costumes, à alimentação, às doenças tropicais, às lesões, a um pouco de tudo. Foi com muito trabalho, sacrifico, privações e muito sangue derramado que entrei nos melhores estádios tailandeses, tais como Lumpinni e Rajadamneorn.
E o que mais te marcou na Tailândia?
O que mais me marca na Tailândia são os extremos entre a pobreza e a exuberância da riqueza bem como a maneira de ser dos tailandeses.
Como caracterizas as pessoas dessa cidade?
Humildes e muito simpáticas.
Humildes e muito simpáticas.
Completa esta frase: “Não podem sair deBanguecoque sem…
… ver uma gala de Muay Thai e sem experimentar uma massagem tailandesa.
… ver uma gala de Muay Thai e sem experimentar uma massagem tailandesa.
Como defines Banguecoque numa palavra?
Picante, em todos os sentidos.
Picante, em todos os sentidos.
Que especialidades gastronómicas exóticas temos mesmo de provar?
Recomendo uma sopa de marisco que se chama Tom-Yum, a famosa Pad Thai e as “iguarias móveis” (insetos fritos, tipo baratas, escorpiões, gafanhotos ou larva de cana de bambu)”
Recomendo uma sopa de marisco que se chama Tom-Yum, a famosa Pad Thai e as “iguarias móveis” (insetos fritos, tipo baratas, escorpiões, gafanhotos ou larva de cana de bambu)”
Onde aconselhas um jantar?
Em China Town (para quem gosta de marisco) ou então podem desfrutar um de vários cruzeiros, que se fazem diariamente pelo rio Chao Praya, com buffet e música ao vivo.
Em China Town (para quem gosta de marisco) ou então podem desfrutar um de vários cruzeiros, que se fazem diariamente pelo rio Chao Praya, com buffet e música ao vivo.
Em Banguecoque, em que zona nos aconselhas a procurar hotel?
Para aqueles que têm mais possibilidades financeiras e procuram conforto e zonas seguras, têm o Siam Kempinski na avenida Rama 9. Depois na rua Charoen Krung têm hotéis como o Oriental, Royal Orchid Sheratonou Shangri-La. Hoteis mais acessíveis na rua Shukumvit e Kao San Rd.
Para aqueles que têm mais possibilidades financeiras e procuram conforto e zonas seguras, têm o Siam Kempinski na avenida Rama 9. Depois na rua Charoen Krung têm hotéis como o Oriental, Royal Orchid Sheratonou Shangri-La. Hoteis mais acessíveis na rua Shukumvit e Kao San Rd.
Escolhe um museu e uma galeria de arte em Banguecoque para um europeu visitar.
Têm vários, como por exemplo: o grande palácio, Jim Thompson House, o museu de arte contemporânea (MOCA) e Ananta Samakhom.
Têm vários, como por exemplo: o grande palácio, Jim Thompson House, o museu de arte contemporânea (MOCA) e Ananta Samakhom.
O que sugeres a quem queira sair à noite em Banguecoque?
Depende do que as pessoas queiram fazer mas normalmente as zonas mais procuradas são Kao San Rd., Sukhumvit, Silom ou Siam, por serem zonas de maior animação, com diversos mercados nocturnos, restaurantes, música ao vivo e pubs.
Depende do que as pessoas queiram fazer mas normalmente as zonas mais procuradas são Kao San Rd., Sukhumvit, Silom ou Siam, por serem zonas de maior animação, com diversos mercados nocturnos, restaurantes, música ao vivo e pubs.
Onde fazer compras?
Banguecoque é uma apetecível cidade no que toca a compras. Está muito bem apetrechada de enormes centros comercias com marcas de topo como é o caso do Siam Paragon, Central World ou o Central Embassy, todos muito perto uns dos outros. Também tem um mercado do tamanho de 4 campos de futebol que se chama Chatuchak Market (aberto somente aos fins de semana) onde se pode encontrar praticamente de tudo.
Banguecoque é uma apetecível cidade no que toca a compras. Está muito bem apetrechada de enormes centros comercias com marcas de topo como é o caso do Siam Paragon, Central World ou o Central Embassy, todos muito perto uns dos outros. Também tem um mercado do tamanho de 4 campos de futebol que se chama Chatuchak Market (aberto somente aos fins de semana) onde se pode encontrar praticamente de tudo.
Existe algo específico como souvenir dessa cidade?
Roupa tradicional tailandesa, seda, peças de decoração em madeira (elefantes e budas) e figuras religiosas.
Roupa tradicional tailandesa, seda, peças de decoração em madeira (elefantes e budas) e figuras religiosas.
Porque razão a Tailândia é um destino turístico muito procurado?
Para além das paisagens paradisíacas ou praias de sonho, a Tailândia tem um clima espectacular; basta dizer que posso andar todo o ano de calções e havaianas. Muitas coisas continuam baratas se bem que já se nota uma diferença muito grande em comparação com quando cheguei.
Para além das paisagens paradisíacas ou praias de sonho, a Tailândia tem um clima espectacular; basta dizer que posso andar todo o ano de calções e havaianas. Muitas coisas continuam baratas se bem que já se nota uma diferença muito grande em comparação com quando cheguei.
O que mais te atrai na Tailândia?
O clima tropical, o desporto nacional que é o Muay Thai e as tailandesas.
O clima tropical, o desporto nacional que é o Muay Thai e as tailandesas.
Tens saudades dos Açores?
Tenho imensas saudades da ilha Terceira. Um dia irei voltar para ficar.
Tenho imensas saudades da ilha Terceira. Um dia irei voltar para ficar.
Os teus amigos já ouviram falar dos Açores?
Estão sempre a ouvir falar dos Açores, até porque normalmente o meu equipamento tem sempre algo relacionado com os Açores. Nos jantares lá em casa às vezes também chegam a comer pão com manteiga milhafre ou queijo de São Jorge ao som de uma viola da terra”. É uma festa.
Estão sempre a ouvir falar dos Açores, até porque normalmente o meu equipamento tem sempre algo relacionado com os Açores. Nos jantares lá em casa às vezes também chegam a comer pão com manteiga milhafre ou queijo de São Jorge ao som de uma viola da terra”. É uma festa.
Como foi a tua integração?
Os primeiros 6 meses foram muito complicados. Cheguei a perder 6 quilos na primeira semana. Estava a viver num meio novo. Uma língua/cultura nova. Praticamente era treinar 6 horas diárias (de Segunda a Sábado), comer e dormir no ginásio. A comida era super picante, um calor de morrer, mosquitos, enfim…
Depois dos primeiros 6 meses tudo se tornou mais fácil. E já lá vão 11 anos…
Os primeiros 6 meses foram muito complicados. Cheguei a perder 6 quilos na primeira semana. Estava a viver num meio novo. Uma língua/cultura nova. Praticamente era treinar 6 horas diárias (de Segunda a Sábado), comer e dormir no ginásio. A comida era super picante, um calor de morrer, mosquitos, enfim…
Depois dos primeiros 6 meses tudo se tornou mais fácil. E já lá vão 11 anos…
Cortesia Correio dos Açores

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