O vulcanólogo José Pacheco garante os sistemas vulcânicos do arquipélago estão serenos. Por enquanto. Há precisamente 64 anos, a população da ilha do Faial, nos Açores, acordava sobressaltada com as explosões submarinas do vulcão dos Capelinhos. O fenómeno que durou quase um ano, forçou muita da população a emigrar e alterou radicalmente o futuro da ilha. Tivesse a erupção acontecido em terra, o cenário “seria muito semelhante” ao que vemos no Cumbre Vieja, nas ilhas Canária, explica à NiT José Pacheco, vulcanólogo e diretor do Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Riscos O choque entre o magma e a água do mar criou uma erupção mais explosiva, que provocou mais cinzas que, acumuladas em camadas densas sobre os terrenos de cultivo, arruinaram o sustento de muitos dos faialenses. Serão poucos os que ainda se recordarão dos acontecimentos dramáticos desse ano negro no Faial, mas as notícias que chegam de Espanha reacenderam velhos pesadelos na região portuguesa co...